quarta-feira, 24 de novembro de 2010
N° 43
Fui na casa onde passei minha infância.
É engraçado,
as coisas pareciam não ser mais tão grandes quanto eram;
A minha árvore já não estava mais lá,
o meu quarto estava quebrado e com infiltrações.
Parecia que eu tinha prostituído minha infância,
e minha casa era uma puta aidética.
A castidade inviolável de minhas lembranças foram arrombadas,
e o pior, com meu consentimento.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Nós
Eu não sei mentir pra você.
Já não sei se não sei, ou se não quero.
Só sei que quero que me queira como te quero;
E é assim que eu te quero;
Como você me quer.
Já não sei se não sei, ou se não quero.
Só sei que quero que me queira como te quero;
E é assim que eu te quero;
Como você me quer.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Manuscrito
Nessa era digital, ficamos reféns do computador.
e foi em um pane que percebi que sei escrever com as mãos,
e que o simples é bom.
Os dedos sujos de tinta já não me incomodavam tanto.
-pra falar a verdade estava ate com saudades-
Acho que to ficando muito saudosista,
tô com 20 anos, e saudades de um passado no qual nem vivi.
"morô broto"
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Só a infância é pura.
Vejo um mundo de falsidade.
Vejo e não faço nada;
Sento e observo de longe,
em close-up sorrisos amarelos,
prantos seco...
Me vem a ideia de isolamento social,
ela já não me parece mais tão absurda.
De perto, observar e arriscar a contaminar-me
ou, de longe assistindo esse suicídio coletivo?
Ainda não sei;
Mas cada vez vejo que a razão está com os saudosistas;
No passado está a felicidade.
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